Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelo produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'. 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental, três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!"
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domingo, 29 de maio de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Mario Quintana
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."
(Mário Quintana)
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."
(Mário Quintana)
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
"O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO"
José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... Casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas
– e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... Tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.
Pra quê televisão? Pra quê rua? Pra quê droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... Era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... Até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra quê abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos, do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... Casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas
– e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... Tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.
Pra quê televisão? Pra quê rua? Pra quê droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... Era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa... A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... Até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra quê abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos, do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A massacrante felicidade dos outros
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume, sem razões muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento”.
Passe i minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar, para o qual não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora, em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são frutos da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão “bandeira” das suas fraquezas, então, fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade, a festa lá fora, não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que estamos todos no mesmo barco, com motivos para dançar uma valsa pela sala e, também, motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos para se refugiar no escuro, raramente são divulgados para consumo externo.
“Todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, abastados, sedutores, social e filosoficamente corretos. Parece, que ninguém, nenhum deles, nunca levou “porrada”. Parece, que todos têm sido campeões em tudo”.
Fernando Pessoa, também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos, não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo, achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido, passar dois dias na Ilha de Caras, fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?
Compensa passar a vida comendo alface, para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será que é tão gratificante, ter um paparazzo na sua cola, cada vez que você sai de casa? Será que é bom só sair de casa, com alguém todo tempo na sua “cola”, a título de segurança? Estarão mesmo, todas essas pessoas, realizando um milhão de coisas interessantes, enquanto só você está em casa, lendo, desenhando, ouvindo música, vendo seu time jogar, escrevendo, tomando seu uisquinho?
Tenha certeza, que as melhores festas acontecem sempre, dentro do nosso próprio apartamento.
Martha Medeiros, gaúcha, 44 anos, Jornalista e Poeta.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento”.
Passe i minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar, para o qual não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora, em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são frutos da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão “bandeira” das suas fraquezas, então, fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade, a festa lá fora, não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que estamos todos no mesmo barco, com motivos para dançar uma valsa pela sala e, também, motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos para se refugiar no escuro, raramente são divulgados para consumo externo.
“Todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, abastados, sedutores, social e filosoficamente corretos. Parece, que ninguém, nenhum deles, nunca levou “porrada”. Parece, que todos têm sido campeões em tudo”.
Fernando Pessoa, também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos, não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo, achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido, passar dois dias na Ilha de Caras, fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?
Compensa passar a vida comendo alface, para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será que é tão gratificante, ter um paparazzo na sua cola, cada vez que você sai de casa? Será que é bom só sair de casa, com alguém todo tempo na sua “cola”, a título de segurança? Estarão mesmo, todas essas pessoas, realizando um milhão de coisas interessantes, enquanto só você está em casa, lendo, desenhando, ouvindo música, vendo seu time jogar, escrevendo, tomando seu uisquinho?
Tenha certeza, que as melhores festas acontecem sempre, dentro do nosso próprio apartamento.
Martha Medeiros, gaúcha, 44 anos, Jornalista e Poeta.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Para refletir!!!
Quino, autor da “Mafalda”, desiludido com o rumo deste século no que respeita a valores e educação, deixou impresso nos cartoons o seu sentimento.
Para reflexão... “Precisa-se de seres humanos com qualidade para realizações com qualidade. Precisa-se de seres humanos que não façam suas tarefas por obrigação, mas sim por consciência, por prazer. Precisa-se de seres humanos que vivam seus casamentos com ternura e amizade. Precisa-se de seres humanos que sejam pais, e não simples procriadores e mantenedores. Precisa-se de seres humanos que sejam amigos, e não simplesmente colegas. Porque são eles que vão construir um mundo digno de viver."
Para reflexão... “Precisa-se de seres humanos com qualidade para realizações com qualidade. Precisa-se de seres humanos que não façam suas tarefas por obrigação, mas sim por consciência, por prazer. Precisa-se de seres humanos que vivam seus casamentos com ternura e amizade. Precisa-se de seres humanos que sejam pais, e não simples procriadores e mantenedores. Precisa-se de seres humanos que sejam amigos, e não simplesmente colegas. Porque são eles que vão construir um mundo digno de viver."
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!
Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela!
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis !
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar- todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém...
... as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA ... APROVEITE-A!!!
Tire o pó .... se precisar...
mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo,
assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR!
Tire o pó.... se precisar...
mas você não terá muito tempo livre...
para beber champanha, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!
Tire o pó... se precisar...
mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve,
as gotas da chuva caindo mansamente....
- Pense bem, este dia não voltará jamais !!
Tire o pó... se precisar....
mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora...
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas vc pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que vc ensinou.
AFINAL:
"Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."
Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever "Eu te amo" sobre os móveis !
Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar- todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora, se alguém aparecer de repente?
Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém...
... as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida...
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA ... APROVEITE-A!!!
Tire o pó .... se precisar...
mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo,
assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR!
Tire o pó.... se precisar...
mas você não terá muito tempo livre...
para beber champanha, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!
Tire o pó... se precisar...
mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve,
as gotas da chuva caindo mansamente....
- Pense bem, este dia não voltará jamais !!
Tire o pó... se precisar....
mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora...
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!
Ninguém vai se lembrar de quantas contas vc pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que vc ensinou.
AFINAL:
"Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
DICAS PARA VIVER BEM
Pra guardar na caixa de entrada, ler de vez em quando e focar em alguns itens como o 4, 16, 20, 25, 31, 34, 41, 42.....
ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEAVELAND, OHIO.
"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:
1. A vida não é justa mas ainda assim, é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos nosso tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos o(a) verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não mata, realmente nos torna mais fortes.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como se sinta, levante, vista-se e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente ". Com o tempo, acrescentei mais dois:
46 - O passado ja foi. Não tem retorno nem reparo. O futuro nem sabemos quanto tempo será. Portanto somente deve ser levado em conta o momento presente.
47 - a Vida é uma luta da qual ninguem sai vivo. Portanto viva com sabedoria o momento presente. Viver mal, causar mal a outrem e a nos mesmos é inutilizar o presente e semear sofrimento para o futuro.
ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEAVELAND, OHIO.
"Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taxímetro chegou aos 90 em agosto, então, aqui está a coluna, mais uma vez:
1. A vida não é justa mas ainda assim, é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos nosso tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos o(a) verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não mata, realmente nos torna mais fortes.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como se sinta, levante, vista-se e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente ". Com o tempo, acrescentei mais dois:
46 - O passado ja foi. Não tem retorno nem reparo. O futuro nem sabemos quanto tempo será. Portanto somente deve ser levado em conta o momento presente.
47 - a Vida é uma luta da qual ninguem sai vivo. Portanto viva com sabedoria o momento presente. Viver mal, causar mal a outrem e a nos mesmos é inutilizar o presente e semear sofrimento para o futuro.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Caminhada
Sei que minha caminhada tem um destino e uma direção, por isso devo medir meus passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais passo eu...
Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...
Todavia, quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente quando houver quem me auxilie...
É oportuno que, em meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram, que, assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem: por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas que eu entenda o sentido do sofrimento, que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais...
Quando eu tiver tudo, farnel e coragem, água no cantil, e ânimo no coração, bota nos pés e chapéu na cabeça, e, assim, não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo.
Que eu não me considere melhor do que aqueles que ficarão atrás, porque pode vir o dia em que nada terei mais para minha jornada e aqueles que ultrapassei na caminhada, me alcançarão e também poderão fazer como eu fiz e nada de fato fazer por mim, que ficarei no caminho sem concluí-lo...
Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite em que a caminhada será mais fácil e mais amena; quando for noite porém, e a escuridão tornar mais difícil a chegada, que eu saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção...
Que eu perceba que a caminhada sozinho pode ser mais rápida, mas muito mais vazia...
Quando eu tiver sede, que encontre a fonte no caminho, quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direção...
Que eu não siga os que desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...
Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver as flores simples que estão a beira da estrada, que eu não pertube a caminhada de ninguém, que eu entenda que seguir faz bem, mas que, às vezes, é preciso ter-se a bravura de voltar atrás e recomeçar e tomar outra direção...
Que eu não caminhe sem rumo, que eu não me perca nas encruzilhadas, mas que eu não tema os que assaltam-me, os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e, se eu cair no meio do caminho, que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo...
Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante, que eu faça chegar quem me perguntar, quem me pedir conselho, e acima de tudo, me seguir, confiando em mim!
(texto de Ponsacini)
Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...
Todavia, quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente quando houver quem me auxilie...
É oportuno que, em meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram, que, assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem: por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas que eu entenda o sentido do sofrimento, que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais...
Quando eu tiver tudo, farnel e coragem, água no cantil, e ânimo no coração, bota nos pés e chapéu na cabeça, e, assim, não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo.
Que eu não me considere melhor do que aqueles que ficarão atrás, porque pode vir o dia em que nada terei mais para minha jornada e aqueles que ultrapassei na caminhada, me alcançarão e também poderão fazer como eu fiz e nada de fato fazer por mim, que ficarei no caminho sem concluí-lo...
Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite em que a caminhada será mais fácil e mais amena; quando for noite porém, e a escuridão tornar mais difícil a chegada, que eu saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção...
Que eu perceba que a caminhada sozinho pode ser mais rápida, mas muito mais vazia...
Quando eu tiver sede, que encontre a fonte no caminho, quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direção...
Que eu não siga os que desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...
Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver as flores simples que estão a beira da estrada, que eu não pertube a caminhada de ninguém, que eu entenda que seguir faz bem, mas que, às vezes, é preciso ter-se a bravura de voltar atrás e recomeçar e tomar outra direção...
Que eu não caminhe sem rumo, que eu não me perca nas encruzilhadas, mas que eu não tema os que assaltam-me, os que embuçam, mas que eu vá onde devo ir e, se eu cair no meio do caminho, que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo...
Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante, que eu faça chegar quem me perguntar, quem me pedir conselho, e acima de tudo, me seguir, confiando em mim!
(texto de Ponsacini)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
ONDE VOCÊ COLOCA O SAL?
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo de água e bebesse.
-'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre.
- Ruim' - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-'Beba um pouco dessa água’. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-'Qual é o gosto?'
-'Bom! disse o rapaz.
-'Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre.
-'Não disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.
"Entender a vontade de Deus nem sempre é fácil, mas crer que Ele está no comando e tem um plano pra nossa vida faz a caminhada valer a pena".
-'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre.
- Ruim' - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-'Beba um pouco dessa água’. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-'Qual é o gosto?'
-'Bom! disse o rapaz.
-'Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre.
-'Não disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.
"Entender a vontade de Deus nem sempre é fácil, mas crer que Ele está no comando e tem um plano pra nossa vida faz a caminhada valer a pena".
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Poema desconhecido!!!
Este poema eu li em um pedaço de papel quando eu era criança.Por fim o papel se perdeu e com ele o poema.Porem a primeira frase ,"Tú és o quelso do pental ganírio",nunca saiu da minha cabeça.Hoje, graças a internet consegui recuperá-lo.Não tentem traduzir.As palavras não tem significado.Abaixo segue o comentário de um internauta.
Tú és o quelso do pental ganírio
Saltando as rimpas do fermin calério
Carpindo as taipas do furor salírio
Nos rúbios calos do pijon sudério
És o bartólio do bocal empírio
Que ruge e passa no festim sitério
Em ticoteios do pártano estírio
Rompendo as gambas do horomogenério
Teus lindos olhos que têm barcalantes
São cameçúrias que carquejam lantes
Nas cavas chusmas de nível oblôneo
São carmentórios de um carcê metálio
Nas duas pélias por que pulsa obálio
Em vertimbráceas do pental perôneo
É de autor desconhecido. Mas o desconhecido é um gênio do sarcasmo: ridiculariza os sonetos fazendo um poema que não quer dizer nada mas apresenta a mais perfeita construção de um soneto. Reparem que a "música" do poema reproduz fielmente a dos sonetos - se declamado com o tipicamente parnasiano fervor dos sonetistas, a gente tem a ilusão de que aí há conteúdo.
Mais ou menos como os sermões dos evangélicos...
Tú és o quelso do pental ganírio
Saltando as rimpas do fermin calério
Carpindo as taipas do furor salírio
Nos rúbios calos do pijon sudério
És o bartólio do bocal empírio
Que ruge e passa no festim sitério
Em ticoteios do pártano estírio
Rompendo as gambas do horomogenério
Teus lindos olhos que têm barcalantes
São cameçúrias que carquejam lantes
Nas cavas chusmas de nível oblôneo
São carmentórios de um carcê metálio
Nas duas pélias por que pulsa obálio
Em vertimbráceas do pental perôneo
É de autor desconhecido. Mas o desconhecido é um gênio do sarcasmo: ridiculariza os sonetos fazendo um poema que não quer dizer nada mas apresenta a mais perfeita construção de um soneto. Reparem que a "música" do poema reproduz fielmente a dos sonetos - se declamado com o tipicamente parnasiano fervor dos sonetistas, a gente tem a ilusão de que aí há conteúdo.
Mais ou menos como os sermões dos evangélicos...
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Por que as crises acontecem?
“O pior de uma crise é desperdiçá-la”.
Crise = risco + oportunidade
Kiki --- crise em japonês --- é composto por dois outros ideogramas [kanjis] que separados significam risco e oportunidade. Crises são isso mesmo, assustadoras, mas oferecem ótimas oportunidades para evolução e crescimento.
Crises são avisos à nossa mente consciente --- desafios que nós mesmos atraímos --- chamando a atenção para as nossas carências e a necessidade de se fazer algo a respeito. Uma crise é um problema, mas sempre traz consigo uma enorme oportunidade de crescimento. Ela é sempre construtiva; é como um despertador, que toca de tempos em tempos, trazendo à baila o objeto da nossa próxima experiência.
Crises não acontecem, são provocadas por nós mesmos. Ao enfrentá-las, com o tempo, você aprenderá a sempre sair delas maior do que entrou. E isso será a grande lição da sua vida: a consciência de que você é capaz [de criar a sua própria realidade]. De saber que você é dono do seu nariz, que não é vitima do acaso ou de quem quer que seja.
Crises são indicações claras de que você precisa mudar. De ir à luta, em outros campos de caça, de enfrentar novos desafios. O pior que pode acontecer numa crise é você não fazer nada, ou seja, fugir da raia. Você pode optar por resistir às mudanças e continuar na sua rotina de sempre e esta é uma escolha legitima. Mas uma coisa é certa: enquanto você resistir às mudanças e, ao mesmo tempo, se sentir insatisfeito consigo mesmo, as crises persistirão.
“Quando nós hesitamos, nos restringimos, vacilamos, quando seguramos energia na esperança de economizá-la, quando permitimos que o medo e não a confiança guie as nossas atividades, quando a qualidade de nossas vidas se torna menos do que nós sabemos que deveria ser --- os avisos espocam. Uma crise após a outra pode aparecer para ganhar a nossa atenção. Isto aconteceu na vida de muitas pessoas --- e então recentemente o mesmo tipo de aviso apareceu recentemente na minha própria vida. À medida que escrevo esta Introdução, eu me recupero de uma série de doenças e de uma estadia de um mês no hospital...”
Jane Roberts.
Dreams, Evolution and Value Fulfillment.
Procure descobrir o que a sua alma --- o seu Eu interior --- deseja. Ela é a fonte de toda a sabedoria e de todas as suas experiências. E então, dê o melhor de si para satisfazê-la. Ou então, se não quiser mudanças, não as estimule. Basta aceitar-se como você é para que estas crises específicas deixem de incomodá-lo. Pode ser que outras, de natureza diferente, apareçam, mas, lembre-se, o que está acontecendo --- a experiência que a alma selecionou --- é o melhor para você naquele momento. Sempre.
Eu escolhi ver todas as minhas crises como oportunidades e procuro enfrentá-las com alegria e agradecimento. Aproveite-as, pois elas são uma benção. Da crise nasce a superação e da superação, a alegria.
A crise segundo Einstein.
“Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise se supera a si mesmo sem ter sido superado.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafíos, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la, e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.
Reflexões sem dor:
Em 2008, o mundo foi afetado por uma grande crise econômica, que segundo os especialistas, não ocorria desde 1929. Saímos dos trilhos de acordo com a maioria dos comentaristas econômicos. As previsões foram catastróficas. E a grande pergunta que todos fazem é: quando ela terminará?
Mas a pergunta deveria ser: Quando vamos mudar? A resposta a esta pergunta é mais fácil, ela depende de nós, pois o que resiste, persiste. Cessada a causa, o efeito cessará.
Voltar.
Sada Hayashi.
Rio,04/08/2009.
Crise = risco + oportunidade
Kiki --- crise em japonês --- é composto por dois outros ideogramas [kanjis] que separados significam risco e oportunidade. Crises são isso mesmo, assustadoras, mas oferecem ótimas oportunidades para evolução e crescimento.
Crises são avisos à nossa mente consciente --- desafios que nós mesmos atraímos --- chamando a atenção para as nossas carências e a necessidade de se fazer algo a respeito. Uma crise é um problema, mas sempre traz consigo uma enorme oportunidade de crescimento. Ela é sempre construtiva; é como um despertador, que toca de tempos em tempos, trazendo à baila o objeto da nossa próxima experiência.
Crises não acontecem, são provocadas por nós mesmos. Ao enfrentá-las, com o tempo, você aprenderá a sempre sair delas maior do que entrou. E isso será a grande lição da sua vida: a consciência de que você é capaz [de criar a sua própria realidade]. De saber que você é dono do seu nariz, que não é vitima do acaso ou de quem quer que seja.
Crises são indicações claras de que você precisa mudar. De ir à luta, em outros campos de caça, de enfrentar novos desafios. O pior que pode acontecer numa crise é você não fazer nada, ou seja, fugir da raia. Você pode optar por resistir às mudanças e continuar na sua rotina de sempre e esta é uma escolha legitima. Mas uma coisa é certa: enquanto você resistir às mudanças e, ao mesmo tempo, se sentir insatisfeito consigo mesmo, as crises persistirão.
“Quando nós hesitamos, nos restringimos, vacilamos, quando seguramos energia na esperança de economizá-la, quando permitimos que o medo e não a confiança guie as nossas atividades, quando a qualidade de nossas vidas se torna menos do que nós sabemos que deveria ser --- os avisos espocam. Uma crise após a outra pode aparecer para ganhar a nossa atenção. Isto aconteceu na vida de muitas pessoas --- e então recentemente o mesmo tipo de aviso apareceu recentemente na minha própria vida. À medida que escrevo esta Introdução, eu me recupero de uma série de doenças e de uma estadia de um mês no hospital...”
Jane Roberts.
Dreams, Evolution and Value Fulfillment.
Procure descobrir o que a sua alma --- o seu Eu interior --- deseja. Ela é a fonte de toda a sabedoria e de todas as suas experiências. E então, dê o melhor de si para satisfazê-la. Ou então, se não quiser mudanças, não as estimule. Basta aceitar-se como você é para que estas crises específicas deixem de incomodá-lo. Pode ser que outras, de natureza diferente, apareçam, mas, lembre-se, o que está acontecendo --- a experiência que a alma selecionou --- é o melhor para você naquele momento. Sempre.
Eu escolhi ver todas as minhas crises como oportunidades e procuro enfrentá-las com alegria e agradecimento. Aproveite-as, pois elas são uma benção. Da crise nasce a superação e da superação, a alegria.
A crise segundo Einstein.
“Não podemos querer que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia assim como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise se supera a si mesmo sem ter sido superado.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a dificuldade para encontrar as saídas e as soluções. Sem crises não há desafíos, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la, e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.
Reflexões sem dor:
Em 2008, o mundo foi afetado por uma grande crise econômica, que segundo os especialistas, não ocorria desde 1929. Saímos dos trilhos de acordo com a maioria dos comentaristas econômicos. As previsões foram catastróficas. E a grande pergunta que todos fazem é: quando ela terminará?
Mas a pergunta deveria ser: Quando vamos mudar? A resposta a esta pergunta é mais fácil, ela depende de nós, pois o que resiste, persiste. Cessada a causa, o efeito cessará.
Voltar.
Sada Hayashi.
Rio,04/08/2009.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Mude e marque
O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... Você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando”as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... São apagados de sua noção de passagem do tempo...
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações...
Enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
ROTINA
Não me entenda mal.
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:
M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. (Essa é boa!)
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras......
V i v a !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção e vida.
Artigo do jornal o Estado de São Paulo
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... Você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando”as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... São apagados de sua noção de passagem do tempo...
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações...
Enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
ROTINA
Não me entenda mal.
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:
M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. (Essa é boa!)
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras......
V i v a !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção e vida.
Artigo do jornal o Estado de São Paulo
domingo, 9 de agosto de 2009
Pedido de Demissão
Venho, por meio desta, apresentar oficial-
mente meu pedido de demissão da catego-
ria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as respon-
sabilidades e as idéias de uma criança de
oito anos, no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo, e que
todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida pas-
sem despercebidas por mim, e quero fi-
car encantado com as pequenas maravilhas
deste mundo.
Quero de volta uma vida simples e sem
complicações.
Estou cansado de dias cheios de computa-
dores que falham, montanhas de papelada,
notícias deprimentes, contas a pagar, fofo-
cas, doenças, e necessidade de atribuir um
valor monetário a tudo o que existe.
Não quero mais ter que inventar jeitos para
fazer o dinheiro chegar até o dia do próxi-
mo pagamento.
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus
a pessoas queridas e, com elas, a uma parte
da minha vida.
Quero ter certeza de que Deus está no céu,
e de que, por isso, tudo está direitinho nes-
te mundo.
Quero ir ao Mcdonalds ou a pizzaria da es-
quina, e achar que é melhor que um restau-
rante cinco estrelas.
Quero viajar ao redor do mundo no barqui-10
nho de papel que vou navegar numa poça
deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo
para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate
são melhores do que as de verdade, por-
que podemos comê—las e ficar com a cara
toda lambuzada.
Quero ficar feliz quando amadurece o pri-
meiro caju ou a primeira manga, quando a
jabuticabeira fica pretinha de fruta.
Quero poder passar as tardes de verão à
sombra de uma árvore, construindo caste-
los no ar e dividindo-os com meus amigos.
Quero voltar a achar que chicletes e pico-
lés são as melhores coisas da vida.
Quero que as maiores competições em que
eu tenha de entrar sejam um jogo de gude
ou uma partida de futebol...
Eu quero voltar ao tempo em que tudo o
que eu sabia era o nome das cores, a tabua-
da, as cantigas de roda, a “Batatinha quan-
do nasce”, e a “Ave Maria”, e isso não me
incomodava nadinha, porque eu não tinha
a menor idéia de quantas coisas eu ainda
não sabia...
Voltar ao tempo em que se é feliz, simples-
mente porque se vive na bendita ignorân-
cia da existência de coisas que podem nos
preocupar e aborrecer.
Eu quero acreditar no poder dos sorri-
sos, dos abraços, dos agrados, das palavras
gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos
sonhos, da imaginação, dos castelos no ar
e na areia.
E o que é mais: quero estar convencido de
que tudo isso vale muito mais do que o di-
nheiro!
Por isso, tomem aqui as chaves do carro, a
lista do super mercado, as receitas do mé-
dico, o talão de cheques, os cartões de cré-
dito, o contra-cheque, os crachás de iden-
tificação, o pacotão de contas a pagar, a
declaração de renda, a declaracão de bens,
as senhas do meu computador e das con-
tas no banco, e resolvam as coisas do jeito
que quiserem. A partir de hoje, isso é com
vocês, porque eu estou me demitindo ......
mente meu pedido de demissão da catego-
ria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as respon-
sabilidades e as idéias de uma criança de
oito anos, no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo, e que
todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida pas-
sem despercebidas por mim, e quero fi-
car encantado com as pequenas maravilhas
deste mundo.
Quero de volta uma vida simples e sem
complicações.
Estou cansado de dias cheios de computa-
dores que falham, montanhas de papelada,
notícias deprimentes, contas a pagar, fofo-
cas, doenças, e necessidade de atribuir um
valor monetário a tudo o que existe.
Não quero mais ter que inventar jeitos para
fazer o dinheiro chegar até o dia do próxi-
mo pagamento.
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus
a pessoas queridas e, com elas, a uma parte
da minha vida.
Quero ter certeza de que Deus está no céu,
e de que, por isso, tudo está direitinho nes-
te mundo.
Quero ir ao Mcdonalds ou a pizzaria da es-
quina, e achar que é melhor que um restau-
rante cinco estrelas.
Quero viajar ao redor do mundo no barqui-10
nho de papel que vou navegar numa poça
deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo
para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate
são melhores do que as de verdade, por-
que podemos comê—las e ficar com a cara
toda lambuzada.
Quero ficar feliz quando amadurece o pri-
meiro caju ou a primeira manga, quando a
jabuticabeira fica pretinha de fruta.
Quero poder passar as tardes de verão à
sombra de uma árvore, construindo caste-
los no ar e dividindo-os com meus amigos.
Quero voltar a achar que chicletes e pico-
lés são as melhores coisas da vida.
Quero que as maiores competições em que
eu tenha de entrar sejam um jogo de gude
ou uma partida de futebol...
Eu quero voltar ao tempo em que tudo o
que eu sabia era o nome das cores, a tabua-
da, as cantigas de roda, a “Batatinha quan-
do nasce”, e a “Ave Maria”, e isso não me
incomodava nadinha, porque eu não tinha
a menor idéia de quantas coisas eu ainda
não sabia...
Voltar ao tempo em que se é feliz, simples-
mente porque se vive na bendita ignorân-
cia da existência de coisas que podem nos
preocupar e aborrecer.
Eu quero acreditar no poder dos sorri-
sos, dos abraços, dos agrados, das palavras
gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos
sonhos, da imaginação, dos castelos no ar
e na areia.
E o que é mais: quero estar convencido de
que tudo isso vale muito mais do que o di-
nheiro!
Por isso, tomem aqui as chaves do carro, a
lista do super mercado, as receitas do mé-
dico, o talão de cheques, os cartões de cré-
dito, o contra-cheque, os crachás de iden-
tificação, o pacotão de contas a pagar, a
declaração de renda, a declaracão de bens,
as senhas do meu computador e das con-
tas no banco, e resolvam as coisas do jeito
que quiserem. A partir de hoje, isso é com
vocês, porque eu estou me demitindo ......
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O Presente de Insultos
Perto de Tóquio vivia um grande samurai,
já idoso, que agora se dedicava a ensinar
o zen-budismo aos jovens. Apesar de sua
idade, corria a lenda de que ainda era ca-
paz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro — conhecido
por sua total falta de escrúpulos apareceu
por ali. Era famoso por utilizar a técnica
da provocação: esperava que seu adversá-
rio fizesse o primeiro movimento e, dotado
de uma inteligência privilegiada para repa-
rar os erros cometidos, contra-atacava com
velocidade fulminante. O jovem e impa-
ciente guerreiro jamais havia perdido uma
luta. Conhecendo a reputação do samurai,
estava ali para derrotá-lo e aumentar sua
fama.
Todos os estudantes se manifestaram con-
tra a idéia, mas o velho aceitou o desa-
fio. Foram todos para a praça da cidade,
e o jovem começou a insultar o velho mes-
tre. Chutou algumas pedras em sua dire-
ção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os
insultos conhecidos — ofendendo inclusi-
ve seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo,
mas o velho permaneceu impassível. No
final da tarde, sentindo-se já exausto e hu-
milhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato de que o mestre
aceitara tantos insultos e provocações, os
alunos perguntaram:
— Como o senhor pode suportar tanta in-
dignidade? Por que não usou sua espada,
mesmo sabendo que podia perder a luta,
ao invés de mostrar-se covarde diante de
todos nós?
— Se alguém chega até você com um pre-
sente, e você não o aceita, a quem pertence
o presente? — perguntou o samurai.
— A quem tentou entregá—lo — respon-
deu um dos discípulos.
— O mesmo vale para a inveja, a raiva,
e os insultos — disse o mestre. Quan-do não são aceitos, continuam pertencen-
do a quem os carregava consigo. “Você
não precisa mudar a vida. Você só precisa
participar dela”
já idoso, que agora se dedicava a ensinar
o zen-budismo aos jovens. Apesar de sua
idade, corria a lenda de que ainda era ca-
paz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro — conhecido
por sua total falta de escrúpulos apareceu
por ali. Era famoso por utilizar a técnica
da provocação: esperava que seu adversá-
rio fizesse o primeiro movimento e, dotado
de uma inteligência privilegiada para repa-
rar os erros cometidos, contra-atacava com
velocidade fulminante. O jovem e impa-
ciente guerreiro jamais havia perdido uma
luta. Conhecendo a reputação do samurai,
estava ali para derrotá-lo e aumentar sua
fama.
Todos os estudantes se manifestaram con-
tra a idéia, mas o velho aceitou o desa-
fio. Foram todos para a praça da cidade,
e o jovem começou a insultar o velho mes-
tre. Chutou algumas pedras em sua dire-
ção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os
insultos conhecidos — ofendendo inclusi-
ve seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo,
mas o velho permaneceu impassível. No
final da tarde, sentindo-se já exausto e hu-
milhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato de que o mestre
aceitara tantos insultos e provocações, os
alunos perguntaram:
— Como o senhor pode suportar tanta in-
dignidade? Por que não usou sua espada,
mesmo sabendo que podia perder a luta,
ao invés de mostrar-se covarde diante de
todos nós?
— Se alguém chega até você com um pre-
sente, e você não o aceita, a quem pertence
o presente? — perguntou o samurai.
— A quem tentou entregá—lo — respon-
deu um dos discípulos.
— O mesmo vale para a inveja, a raiva,
e os insultos — disse o mestre. Quan-do não são aceitos, continuam pertencen-
do a quem os carregava consigo. “Você
não precisa mudar a vida. Você só precisa
participar dela”
sábado, 11 de julho de 2009
Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e ...
PACIENTEMENTE ESPERA, ENQUANTO O GARÇOM FAZ TUDO, MENOS O MEU PEDIDO.
EU SOU O HOMEM QUE VAI A UMA LOJA E ESPERA CALADO, ENQUANTO OS
VENDEDORES TERMINAM SUAS CONVERSAS PARTICULARES.
EU SOU O HOMEM QUE ENTRA NUM POSTO DE GASOLINA E NUNCA TOCA A BUZINA,
MAS ESPERA PACIENTEMENTE QUE O EMPREGADO TERMINE A LEITURA DO SEU
JORNAL.
EU SOU O HOMEM QUE, QUANDO ENTRA NUM ESTABELECIMENTO COMERCIAL, PARECE
ESTAR PEDINDO UM FAVOR, ANSIANDO POR UM SORRISO OU ESPERANDO APENAS
SER NOTADO.
EU SOU O HOMEM QUE ENTRA NUM BANCO E AGUARDA TRANQÜILAMENTE QUE AS
RECEPCIONISTAS E OS CAIXAS TERMINEM DE CONVERSAR COM SEUS AMIGOS, E
ESPERA.
EU SOU O HOMEM QUE EXPLICA SUA DESESPERADA E IMEDIATA NECESSIDADE DE
UMA PEÇA, MAS NÃO RECLAMA PACIENTEMENTE ENQUANTO OS FUNCIONÁRIOS
TROCAM IDÉIAS ENTRE SI OU, SIMPLESMENTE ABAIXAM A CABEÇA E FINGEM NÃO
ME VER.
VOCÊ DEVE ESTAR PENSANDO QUE SOU UMA PESSOA QUIETA, PACIENTE, DO TIPO
QUE NUNCA CRIA PROBLEMAS.
ENGANA-SE.
SABE QUEM EU SOU ???
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA !!!
DIVIRTO-ME VENDO MILHÕES SENDO GASTOS TODOS OS ANOS EM ANÚNCIOS DE
TODA ORDEM, PARA LEVAR-ME DE NOVO À SUA FIRMA.
QUANDO FUI LÁ, PELA PRIMEIRA VEZ, TUDO O QUE DEVIAM TER FEITO ERA
APENAS A PEQUENA GENTILEZA, TÃO BARATA, DE ME ENVIAR UM POUCO MAIS DE
CORTESIA".
"CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA,
DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM
ALGUM OUTRO LUGAR. "
Discurso de Sam Walton
EU SOU O HOMEM QUE VAI A UMA LOJA E ESPERA CALADO, ENQUANTO OS
VENDEDORES TERMINAM SUAS CONVERSAS PARTICULARES.
EU SOU O HOMEM QUE ENTRA NUM POSTO DE GASOLINA E NUNCA TOCA A BUZINA,
MAS ESPERA PACIENTEMENTE QUE O EMPREGADO TERMINE A LEITURA DO SEU
JORNAL.
EU SOU O HOMEM QUE, QUANDO ENTRA NUM ESTABELECIMENTO COMERCIAL, PARECE
ESTAR PEDINDO UM FAVOR, ANSIANDO POR UM SORRISO OU ESPERANDO APENAS
SER NOTADO.
EU SOU O HOMEM QUE ENTRA NUM BANCO E AGUARDA TRANQÜILAMENTE QUE AS
RECEPCIONISTAS E OS CAIXAS TERMINEM DE CONVERSAR COM SEUS AMIGOS, E
ESPERA.
EU SOU O HOMEM QUE EXPLICA SUA DESESPERADA E IMEDIATA NECESSIDADE DE
UMA PEÇA, MAS NÃO RECLAMA PACIENTEMENTE ENQUANTO OS FUNCIONÁRIOS
TROCAM IDÉIAS ENTRE SI OU, SIMPLESMENTE ABAIXAM A CABEÇA E FINGEM NÃO
ME VER.
VOCÊ DEVE ESTAR PENSANDO QUE SOU UMA PESSOA QUIETA, PACIENTE, DO TIPO
QUE NUNCA CRIA PROBLEMAS.
ENGANA-SE.
SABE QUEM EU SOU ???
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA !!!
DIVIRTO-ME VENDO MILHÕES SENDO GASTOS TODOS OS ANOS EM ANÚNCIOS DE
TODA ORDEM, PARA LEVAR-ME DE NOVO À SUA FIRMA.
QUANDO FUI LÁ, PELA PRIMEIRA VEZ, TUDO O QUE DEVIAM TER FEITO ERA
APENAS A PEQUENA GENTILEZA, TÃO BARATA, DE ME ENVIAR UM POUCO MAIS DE
CORTESIA".
"CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA,
DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM
ALGUM OUTRO LUGAR. "
Discurso de Sam Walton
terça-feira, 30 de junho de 2009
A LEI VAMPETA by Rodolfo Araújo
Jogadores de futebol são pródigos na arte de batizar anticomportamentos. Num comercial de cigarros da década de 1970, Gérson ganhou uma infame lei com seu nome. Quando jogou no Flamengo, em meio aos constantes atrasos de salários Vampeta saiu-se com essa pérola: “Eles fingem que me pagam e eu finjo que jogo”.
Relações frágeis, indefinidas e pouco claras tornam-se terreno fértil para a prática do “me engana que eu gosto”. A ausência de medidas objetivas de performance, acertadas a priori e observadas com rigor igualmente combinado, abre caminho para uma perniciosa relação de perde-perde, escondida sob um manto de ganha-ganha.
Mede-se a forma física pelo percentual de gordura, empenho e desenvoltura nos treinos específicos. Confere-se a efetividade pelo scout (passes certos, roubadas de bola etc.). Avalia-se a disciplina pelas punições em campo e cumprimento dos horários. Mas nada disso atesta se um jogador é bom ou não. Não se multiplica esses números pela quantidade de gols que ele faz – ou evita – para atribuir-lhe o valor do seu passe.
**********
De modo semelhante acontece nas relações entre as empresas que fazem negócio entre si: uma não sabe o que pede, outra não tem certeza do que entrega mas, como que por encanto, ambas parecem sair felizes ao final do contrato.
Compromissos são descumpridos, regras ignoradas e acordos violados, sem que isso afete a solidez dessas relações. Um pacto velado empurra prazos adiante, pulveriza previsões, soterra planejamentos.
Digamos que um projeto seja previsto para terminar em 80 dias. Se não ficar, levará mais 25. Ao final dos 105, projetam-se mais 50. Com cinco meses e meio de duração, mais quatro ainda serão necessários. Quanto mais você espera, mais precisará esperar.
Confesse: você já viveu isso. E o que fez? Provavelmente nada. Esperou e pagou a conta no final.
Quando elaboramos projetos em conjunto com prestadores de serviços atrelamos indicadores de performance durante o seu desenrolar e avaliamos a qualidade final da entrega. Confiamos em cronogramas baseados na infalibilidade das previsões de ambos os lados. Baseamos nossas expectativas em delicadas relações de causa e efeito, emaranhadas em sistemas complexos demais para darem absolutamente certo.
Ainda que precisemos definir tais métricas para aplacar nossa ansiedade – ou obedecer políticas corporativas – nossa própria experiência continuamente nega a validade desses acordos.
**********
Furos de projeto comportam-se como surpresas previsíveis, pois você reconhece que está diante de um problema que não se resolverá sozinho e tende a piorar com o tempo. Arrumá-lo pode ter um alto custo no presente, para um benefício incerto no futuro.
Tendemos a ignorar os prejuízos decorrentes da falta de atitude, mas prestamos grande atenção aos que acontecem quando agimos. Alie a isso uma irracional vontade de manter o status quo e uma pequena minoria beneficiada pela inércia de contratante e contratado e o resultado é uma conta que não fecha.
Mas se não podemos prever onde o projeto vai falhar, devemos ao menos ter a consciência de que ele, inevitavelmente, vai falhar. E um dos principais motivos dessa falha é a definição incorreta ou descasada dos resultados diretos (objetivo) e indiretos (escopo da entrega) do projeto.
Imaginando que o objetivo é o local onde você quer chegar ao completar o projeto, o escopo da entrega é o caminho percorrido. Para o mesmo destino é possível escolher entre o caminho mais longo, o mais curto, o acidentado, fácil de achar, íngreme, escorregadio, escuro, além de uma infinidade de atalhos* atraentes. Mas qual mesmo você escolheu? Aliás, você escolheu algum caminho ou só o destino?
Já que os contratos entre empresas baseiam-se no frágil equilíbrio entre orçamento, objetivo e prazo, vemos essa tríade fundir-se numa relação de soma zero, onde o desbalanço de um reflete-se nos demais. Com o orçamento limitado, um prazo inadiável e um objetivo inegociável, a margem de manobra recai sobre o escopo da entrega.
Você acaba recebendo o prometido, mas não da forma combinada. E, assim, as relações corporativas ficam pautadas por um viés de percepção que nos dá a falsa impressão de que recebemos aquilo pelo qual pagamos. Mas, novamente: todos temos evidências suficientes de que isso não é verdade.
Claro que não precisamos consertar o que não está quebrado, mas devemos rever nossas percepções sobre o que está quebrado. Chegar ao nosso destino final não significa que utilizamos, necessariamente, o melhor caminho. Nem, muito menos, que pagamos um preço justo pela passagem.
Rodolfo Araújo
Mestre em Administração de Empresas pela PUC-RJ, Pós-graduado em Tecnologia de Informação pela FGV-RJ e Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Relações frágeis, indefinidas e pouco claras tornam-se terreno fértil para a prática do “me engana que eu gosto”. A ausência de medidas objetivas de performance, acertadas a priori e observadas com rigor igualmente combinado, abre caminho para uma perniciosa relação de perde-perde, escondida sob um manto de ganha-ganha.
Mede-se a forma física pelo percentual de gordura, empenho e desenvoltura nos treinos específicos. Confere-se a efetividade pelo scout (passes certos, roubadas de bola etc.). Avalia-se a disciplina pelas punições em campo e cumprimento dos horários. Mas nada disso atesta se um jogador é bom ou não. Não se multiplica esses números pela quantidade de gols que ele faz – ou evita – para atribuir-lhe o valor do seu passe.
**********
De modo semelhante acontece nas relações entre as empresas que fazem negócio entre si: uma não sabe o que pede, outra não tem certeza do que entrega mas, como que por encanto, ambas parecem sair felizes ao final do contrato.
Compromissos são descumpridos, regras ignoradas e acordos violados, sem que isso afete a solidez dessas relações. Um pacto velado empurra prazos adiante, pulveriza previsões, soterra planejamentos.
Digamos que um projeto seja previsto para terminar em 80 dias. Se não ficar, levará mais 25. Ao final dos 105, projetam-se mais 50. Com cinco meses e meio de duração, mais quatro ainda serão necessários. Quanto mais você espera, mais precisará esperar.
Confesse: você já viveu isso. E o que fez? Provavelmente nada. Esperou e pagou a conta no final.
Quando elaboramos projetos em conjunto com prestadores de serviços atrelamos indicadores de performance durante o seu desenrolar e avaliamos a qualidade final da entrega. Confiamos em cronogramas baseados na infalibilidade das previsões de ambos os lados. Baseamos nossas expectativas em delicadas relações de causa e efeito, emaranhadas em sistemas complexos demais para darem absolutamente certo.
Ainda que precisemos definir tais métricas para aplacar nossa ansiedade – ou obedecer políticas corporativas – nossa própria experiência continuamente nega a validade desses acordos.
**********
Furos de projeto comportam-se como surpresas previsíveis, pois você reconhece que está diante de um problema que não se resolverá sozinho e tende a piorar com o tempo. Arrumá-lo pode ter um alto custo no presente, para um benefício incerto no futuro.
Tendemos a ignorar os prejuízos decorrentes da falta de atitude, mas prestamos grande atenção aos que acontecem quando agimos. Alie a isso uma irracional vontade de manter o status quo e uma pequena minoria beneficiada pela inércia de contratante e contratado e o resultado é uma conta que não fecha.
Mas se não podemos prever onde o projeto vai falhar, devemos ao menos ter a consciência de que ele, inevitavelmente, vai falhar. E um dos principais motivos dessa falha é a definição incorreta ou descasada dos resultados diretos (objetivo) e indiretos (escopo da entrega) do projeto.
Imaginando que o objetivo é o local onde você quer chegar ao completar o projeto, o escopo da entrega é o caminho percorrido. Para o mesmo destino é possível escolher entre o caminho mais longo, o mais curto, o acidentado, fácil de achar, íngreme, escorregadio, escuro, além de uma infinidade de atalhos* atraentes. Mas qual mesmo você escolheu? Aliás, você escolheu algum caminho ou só o destino?
Já que os contratos entre empresas baseiam-se no frágil equilíbrio entre orçamento, objetivo e prazo, vemos essa tríade fundir-se numa relação de soma zero, onde o desbalanço de um reflete-se nos demais. Com o orçamento limitado, um prazo inadiável e um objetivo inegociável, a margem de manobra recai sobre o escopo da entrega.
Você acaba recebendo o prometido, mas não da forma combinada. E, assim, as relações corporativas ficam pautadas por um viés de percepção que nos dá a falsa impressão de que recebemos aquilo pelo qual pagamos. Mas, novamente: todos temos evidências suficientes de que isso não é verdade.
Claro que não precisamos consertar o que não está quebrado, mas devemos rever nossas percepções sobre o que está quebrado. Chegar ao nosso destino final não significa que utilizamos, necessariamente, o melhor caminho. Nem, muito menos, que pagamos um preço justo pela passagem.
Rodolfo Araújo
Mestre em Administração de Empresas pela PUC-RJ, Pós-graduado em Tecnologia de Informação pela FGV-RJ e Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Oração Pessoal
QUE EU TENHA A FORÇA DE SER EU MESMA, SEMPRE...
QUE EU POSSA FAZER O BEM, SEM SABER O PORQUÊ...
QUE EU NUNCA PENSE QUE ESSE ALGUÉM IRÁ ME RETRIBUIR...
QUE EU POSSA OUVIR PASSARINHOS CANTANDO...
QUE EU POSSA VER A IMENSIDÃO AZUL DO CÉU...
QUE EU DESCUBRA, BRINCANDO, O FORMATO DAS NUVENS...
QUE EU POSSA VALORIZAR A ALMA DA CRIANÇA QUE EXISTE EM MIM.
QUE AO ME LEVANTAR ENXERGUE A LUZ ATRAVÉS DO SOL...
QUE DIGA COM AMOR O BOM DIA DE CADA DIA. QUE A MINHA PRESENÇA SEJA SENTIDA, AMIGA.
QUE EU POSSA ME AGASALHAR NO CORAÇÃO DO MEU AMOR QUANDO SENTIR FRIO...
QUE EU ESTEJA AO SEU LADO NOS DIAS ALEGRES DE VERÃO...
QUE A GRANDEZA DO MAR SEJA A ENERGIA
QUE RECARREGA MINHA ALMA
QUE A MINHA EXISTÊNCIA FAÇA DIFERENÇA...
QUE MINHAS PALAVRAS SEJAM AMÁVEIS E DOCES. QUE SEJAM OUVIDAS DE FORMA LEVE, SUAVE, SUBLIME,
COMO ANJOS CANTANDO...
QUE EU POSSA ENTENDER O AMOR
DOS QUE NÃO SABEM DEMONSTRAR O AMOR QUE SENTEM..
QUE EU SAIBA SER DESAPEGADA DO AMOR DOS QUE NÃO SABEM AMAR...
QUE EU POSSA ENTENDER QUE NEM TODOS PODEM ME AMAR...
MAS QUE EU AME A TODOS, SEM DISTINÇÃO,
COM TODA A FORÇA E LUZ DO AMOR QUE EXISTE EM MIM.
(Texto de Oswaldo Begiato)
QUE EU POSSA FAZER O BEM, SEM SABER O PORQUÊ...
QUE EU NUNCA PENSE QUE ESSE ALGUÉM IRÁ ME RETRIBUIR...
QUE EU POSSA OUVIR PASSARINHOS CANTANDO...
QUE EU POSSA VER A IMENSIDÃO AZUL DO CÉU...
QUE EU DESCUBRA, BRINCANDO, O FORMATO DAS NUVENS...
QUE EU POSSA VALORIZAR A ALMA DA CRIANÇA QUE EXISTE EM MIM.
QUE AO ME LEVANTAR ENXERGUE A LUZ ATRAVÉS DO SOL...
QUE DIGA COM AMOR O BOM DIA DE CADA DIA. QUE A MINHA PRESENÇA SEJA SENTIDA, AMIGA.
QUE EU POSSA ME AGASALHAR NO CORAÇÃO DO MEU AMOR QUANDO SENTIR FRIO...
QUE EU ESTEJA AO SEU LADO NOS DIAS ALEGRES DE VERÃO...
QUE A GRANDEZA DO MAR SEJA A ENERGIA
QUE RECARREGA MINHA ALMA
QUE A MINHA EXISTÊNCIA FAÇA DIFERENÇA...
QUE MINHAS PALAVRAS SEJAM AMÁVEIS E DOCES. QUE SEJAM OUVIDAS DE FORMA LEVE, SUAVE, SUBLIME,
COMO ANJOS CANTANDO...
QUE EU POSSA ENTENDER O AMOR
DOS QUE NÃO SABEM DEMONSTRAR O AMOR QUE SENTEM..
QUE EU SAIBA SER DESAPEGADA DO AMOR DOS QUE NÃO SABEM AMAR...
QUE EU POSSA ENTENDER QUE NEM TODOS PODEM ME AMAR...
MAS QUE EU AME A TODOS, SEM DISTINÇÃO,
COM TODA A FORÇA E LUZ DO AMOR QUE EXISTE EM MIM.
(Texto de Oswaldo Begiato)
quinta-feira, 18 de junho de 2009
A LEI DO CAMINHÃO DE LIXO
Certo dia, peguei um táxi e estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saiu bruscamente do estacionamento na nossa frente.
O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós.
O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara.
E digo que ele o fez bem amigavelmente.
Assim eu perguntei: Porque você fez isto?
Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!!!
Foi quando o motorista do táxi me ensinou:
"A Lei do Caminhão de Lixo".
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai, carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente.
Isso não é pessoal... Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.
MORAL DA HISTORIA:
O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta para levantar cedo com remorso, assim... Ame as pessoas que te tratam bem e ore pelas que não o fazem.
A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!
O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!
O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós.
O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara.
E digo que ele o fez bem amigavelmente.
Assim eu perguntei: Porque você fez isto?
Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!!!
Foi quando o motorista do táxi me ensinou:
"A Lei do Caminhão de Lixo".
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai, carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente.
Isso não é pessoal... Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.
MORAL DA HISTORIA:
O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta para levantar cedo com remorso, assim... Ame as pessoas que te tratam bem e ore pelas que não o fazem.
A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Estou velho

Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.
Estou velho.
Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar e nem para ser fonte de privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.
Estou muito velho.
Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver.
Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem 'levados'...
Meu coração não tem mais força para sentir emoções.
Sinto-me mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que já deixou de existir, felizmente.
Eu não acredito em nada.
Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por minha mulher e filhos, assim como pelos meus amigos.
Nada mais me comove...
Estou bem envelhecido, e acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar.
O patriotismo de uma jovem de Joinville usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu.
Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: “Dai pão a quem tem fome”.
Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verdes amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.
Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.
“Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro?
Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo.. Vejam o que estão fazendo comigo...
Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores.
Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
Eu era a Pátria amada, idolatrada.
Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.
Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei...
Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, com o uma criança dormindo em seu berço esplêndido.”
Mesmo que ela seja o último brasileiro patriota, valeu ler o texto...
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